
O ambiente no estádio da Luz, é diferente e qualquer adepto de futebol devia nem que fosse uma só vez, 'sentir' o que muitos apelidam de 'inferno'.
Esse , dito inferno, agora o percebo, há qualquer coisa no ar que influência de fora para dentro mesmo que vejamos o jogo como simples adepto de futebol, e vem de dentro de cada um, um inferno eminente activo. Um derby é sempre um derby, sempre as mesmas expectativas e rivalidades, sempre os sonhos exacerbados de alguém, o favoritismo repartido, enfim ...
BENFICA 1 - 1 F.C.PORTO (cardozo // lucho)
O jogo foi demasiado táctico, como agora são quase todos os derbys.
Percebeu-se que o Benfica, jogando em casa, tinha que demonstrar ao seu público, pelo menos vontade. Foi o que fez, entrou os primeiros minutos a tentar vir para a frente, empurrar o Porto, não o deixando avançar e dominar a bola.
No entanto , Katsuranis deitou tudo a perder, ao agarrar Lucho na área, logo aos 10 minutos, desnecessariamente.
O F.C. Porto a ganhar tão cedo (nem eles acreditavam nisso) começou descontraidamente a controlar o jogo, às vezes a bola, ás vezes os espaços não deixando o Benfica organizar-se.
A partir do 'oferecido' golo , o Benfica destabilisou-se, errou muitos passes, C.Martins muito junto a Yebda atrapalhavam-se, Reys não se via, Aimar muito distante...
O F.C.Porto passeava-se, provocava a Luz jogando a bola para C.Rodriguez, criando um coro de assobios e muita aflição já que era o elemento portista mais perigoso.
Lucho e Tomás Costa, dominavam o meio campo e criavam lances e espaços, que deixavam os encarnados atrapalhados.
Lisandro teve, a passe genial de Lucho, um remate cruzado ao poste que fez tremer a Luz.
O Benfica só equilibrou nos últimos 15 minutos, mas saiu para o intervalo a perder.
No 2º tempo , como lhe competia, o Benfica carregou no acelerador, tentou a todo custo reverter o resultado.
Parecia mais ajustado, mais dinâmico e acima de tudo com mais vontade.
O F.C.Porto ficou na expectativa, trocou Tomás Costa (cansado?!) por Guarim , colocou Meireles a trinco e deixou o Benfica jogar.
Yebda era o mais perigoso e criou um lance aos solavancos pela esquerda, Cardoso estava lá, foi só esperar a dádiva de Helton e cabecear para a baliza. A tentativa de tirar a bola por B. Alves saiu frustrada, já lá estava dentro.
A Luz brilhou, era o melhor período do Benfica e prometia-se mais.
Não durou muito, já que o 'tsunami' (katsuranis) estragou a boa onda, com uma falta a meio campo sobre o detestado C.Rodriguez.
A expulsão estragou a estratégia que estava a resultar com Nuno Gomes (saída forçada de Aimar) e Cardozo na frente.
Voltou tudo à estaca zero, o Porto voltou a dominar o jogo mas sem aproveitar a vantagem numérica, preferiu ou não 'quis' ganhar o jogo.
Quique remendou a defesa, saiu Cardoso entrou Sidnei, logo a seguir outra, Leo deu lugar a R.Amorim, ficando Nuno Gomes sozinho na frente praticamente acabou o Benfica.
Jesualdo apostou em Hulk, criou algum perigo só que Quim sempre anulou os lances.
Mesmo com a evidente quebra física encarnada , o Porto não conseguiu vencer o parecia mesmo ali à mão de semear.
O resultado acaba por se ajustar, às aselhices e benesses de uns e à falta de vontade de vencer e conformismo de outros.


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